E se a sociedade sofresse um colapso? e se toda energia elétrica desaparecesse? E se as principais ferramentas para obtenção de alimentos fossem estas?
E se tivéssemos que voltar a época de nossos avós e bisavós?
Quantos de vocês saberiam como cultivar aquilo que hoje e a
base de nossa economia? Tudo aquilo que move as grandes industrias e grandes
cidades?
Assistindo e lendo as principais noticias do nosso país,
identificamos uma serie de problemas.
Poderia citar uma dezena ou centena deles, mas vamos nos
concentrar apenas em alguns...
Crise energética e abastecimento de água potável.
Moro no extremo oeste paranaense, bem na fronteira com
Paraguai, ou seja as margens do Lago de Itaipu, lago esse que banha 16 municípios
e chega a 170 metros de profundidade em seu leito original, e acompanho as
constantes baixas da água, causadas pela necessidade de geração de energia pela
usina de Itaipu
Energia essa necessária para abastecer as principais cidades
do Brasil, com a falta de chuvas vemos as represas do sudeste brasileiro,
utilizadas para abastecimento e geração de energia, operando muito abaixo de
sua capacidade.
Com todo esse cenário, fico pensando… quem de nós estaria
preparado para voltar a viver dos frutos do seu trabalho na terra?
Vocês
saberiam conservar seus alimentos?
Como iluminariam suas casas?
uma época onde
tudo era diferente, era mais calmo e mais tranquilo, onde se passava o tempo
livre em uma roda de chimarrão … sim sou do sul e tomamos chimarrão… ao
invés
de estar em seu quarto sentado na frente de um computador conversando via chat com
algum integrante da família que esta ali no cômodo ao lado, ou até mesmo gerando
audiência a programas de televisão que buscam cada vez mais nos alienar e
moldar aos desejos consumistas de um novo mundo, mais tecnológico, mais
artificial.
Conversei com pessoas que tiveram seus anos dourados
cultivando a terra e batalhando para sobreviver em um lugar onde tratamento
medico poderia estar a quilômetros de distância e dependiam exclusivamente das
ervas que cultivavam em casa.
Que moravam em casas tão grandes quanto a quantidade de
integrantes da família.
Casas estas com enormes porões onde se guardava todo tipo de
comida, grãos, queijos, vinhos, o
vinagre de folhas das parreiras, as varas
cheias de salame e carne
seca, e ainda um defumador cheio. Recordo de meu avô
falando para minha avó “ É… ta acabando a linguiça, temos que carnear de novo.”
Latas e mais latas de carne de porco na banha e outras cheias de torresmo, o
barrilzinho cheio da mais pura cachaça e as varas com os rolos de fumo enrolado,
aquele mesmo... O de fazer palheiros. As latas de querosene que abasteciam os
lampiões e lamparinas para a iluminação da casa e as vezes pátio. As tabuas cheias de sabão, aquele feito em casa com o sebo de boi derretido. Aquele utilizado pra lavar as roupas lá na gamela com água trazida da vertente com baldes, ou lá no rio em cima das pedras… Sim, naquela época podia se lavar as roupas no rio sem nenhum medo de alguma contaminação!
A boa e velha roda d' água era um luxo, afinal ela trazia a
água fresquinha até a casa.
Do tempo em que ao acordar o primeiro odor que se sentia era
o de fumaça do fogão a lenha, misturado com o cheirinho bom de café recém
passado e waffles quentinhos feitos na forma de ferro.
Lembro de meu avô, com palhas e um pedacinho de fumo no
bolso, colocando os bois na canga, carregando o arado na carroça e
chamando os
cachorros para mais um dia de trabalho na roça. Sempre com sua espingarda, seu
facão e seu pica-fumo como companheiros.
E quando precisava de carne, voltava com uma caça que
alimentaria a família e aos vizinho por uma semana!
sim aos vizinhos também... era mito mais proveitoso dividir
a caça do que jogar a carne que sobrava fora...
e quando me refiro a vizinhos não me refiro a família que
mora na casa ao lado, aquela com quem dificilmente falamos e que quando
cumprimentamos ou somos cumprimentados, recebemos ou devolvemos o mesmo
cumprimento, frio e sem entusiasmo que estamos acostumados.
Quando digo vizinhos me refiro a família que morava as vezes
a quilômetros de distância e que se visitavam apenas para levar um pedaço de
carne da caça, tomar um mate e saber como estão as coisas.
Ou até mesmo tomariam banho em um chuveiro de balde?
Pois é, a maioria das pessoas ainda rotulam sobrevivencialistas
como "lunáticos", "loucos" e sei lá mais o que.
Mas digo-lhes uma coisa, nossa sociedade só prosperou devido
aos esforços dos primeiros sobrevivencialistas, nossos avós e bisavós que tiraram
o sustento de uma sociedade inteira da terra arada com as próprias mãos!
Espero que esse texto tenha lhes trazido boas recordações ou
se não apenas a curiosidade para pesquisar mais sobre o assunto.
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E foi assim mesmo!
ResponderExcluirExcelente texto. Obrigado por compartilhar conosco
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